Tive a ideia dessa maluquice conversando com um vizinho coisa de vinte anos atrás (sim, vinte anos de verdade, foi lá em 1990) e fui botar em prática mesmo alguns anos atrás. Prometi ao Schias e ao Andrade (da Kombo Podcasts, da qual faço parte) tentar converter isso em podcast, e o farei em breve, mas como já tinha divulgado antes internet afora, não vejo mal algum em colocar por aqui.
Estou colocando também o link para a versão Google Docs do conto, com a formatação original planejada – incluindo algumas piadas visuais e comentários. Mas tentei fazer o melhor possível com o lay-out do próprio blog (as notas de rodapé originais podem ser lidas passando com o cursor sobre os símbolos
no meio do texto).
Arquivo Google Docs
Não tenho ainda muita experiência em escrever humor, mas foi uma tentativa. Fica como singela homenagem a dois super-heróis muito conhecidos!
O
Azul e o Vermelho
Aviso aos leitores:
Não é nossa intenção, de forma alguma, desrespeitar a lei internacional de direitos autorais sobre propriedade intelectual. Esta produção não visa, sob nenhum aspecto, o ganho de lucro ou de nenhum tipo de vantagem sócio-econômico-cultural. Este conto é um mero exercício de imaginação, devendo também ser ignorado para fins de cronologia de ambos os personagens. E A O D F. Impresso pela Associação Nacional de Oftalmologia.
Posto Alfandegário do Novo México – Terça-feira, 22:25
A noite transcorria vagarosa como só a própria noite poderia transcorrer.
Claro, Eduard Stalts gostaria de arrancar com as mãos nuas as amígdalas de qualquer pessoa que lhe afirmasse isso neste momento. Não que isso fosse grande coisa, já que ele gostaria de arrancar com as mãos nuas as amígdalas de qualquer um que porventura viesse a ter qualquer tipo de contato social com ele. Seu psicanalista dizia tratar-se de um raríssimo e complexo caso de distúrbio pseudo-projecionista sobre a operação de retirada das amígdalas de sua irmã mais velha, quando ele tinha apenas seis anos.
Stalts quis lhe arrancar as amígdalas.
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