Livre para voar
Me deparei ontem com algo que me impressionou.
No condomínio onde moro tem muitas árvores, que sempre são frequentadas por papagaios. Eles gritam, voam e fazem uma bagunça! Mas eu considero muito divertido vê-los soltos e felizes, nesta natureza tão modificada pela selva de prédios construídos.
Minha surpresa foi ouvir um vizinho dizer que achava melhor que engaiolasse todos. Como assim?
Não há coisa mais bonita do que um pássaro solto e livre para fazer o que quiser, sem estar limitado ao espaço de uma gaiola. Talvez as pessoas acabem pensando que toda a natureza é cativa do homem. Que todo pássaro só deve cantar preso. Que tudo tem de estar sob o controle.
E este controle não é somente sobre os pássaros verdes que passam perto da janela. São as vidas, os sentidos, os sentimentos, os desejos e os sonhos. Controla-se e prende as pessoas, que acabam se tornando cativas em obrigação, e não ligadas pelos sentimentos. Se provoca no próximo a sensação de prisão até mesmo nas coisas que deveriam garantir sua liberdade. Prende-se aquilo que ama para que não se perca, prende-se aquilo que se odeia para ter o que reclamar.
Parece que, ao final, a idéia e sentimento presente em boa parte da humanidade é o de limitar fortemente e controlar tudo o que se tem em volta. Desde o canto esganiçado das aves até mesmo o amor. Como se a prisão garantisse alguma coisa!
Tanto os pássaros quanto os amores devem viver livres, cantar o que quiserem e quando quiserem, sem uma limitação. E voltar porque querem e desejam, e não por causa da gaiola que está à sua volta.
Um mundo melhor e uma torta crumble como exemplo
Penso sempre que o mundo pode mundar. Talvez seja uma besta esperança em mim, mas imagino que se meu coração duro as vezes pode ser modificado, qualquer coisa neste mundo pode. Alguns crêem que mudanças ocorrerão por causa de um protesto, de exigências públicas por algumas providências. Talvez. Mas na minha visão a mudança começa interna, começa nas cabeças…começando pela cabeça daquele que protesta.
Você vê algo e parece óbvio que deve erguer a mão e lutar por mudanças. A mudança principal deve estar presente no senso crítico. Talvez antes de lutarmos por algo, devemos tem uma apurada crítica que envolve maior reflexão do que apenas ler um texto sobre o assunto.
As mudanças devem ocorrer de dentro para fora. Com uma convição bem fundamentada de que algo deve ser mudado, e se sabendo muito bem o porquê disso. Buscar, no fim, um resultado significativo no mundo para a melhoria – e uma melhoria que beneficie a todos, e não apenas pequenas parcelas deste mundo.
Ao invés de buscarmos um direito direto que beneficie uma minoria, devemos buscar uma educação das pessoas a fim de que este direito seja conscientemente observado por todos. Muda-se o ser, e depois o dever-ser.
Muda-se a visão sobre as coisas, o sentimento e o resultado será obtido naturalmente, e não por imposição. Começar a ensinar que podemos pensar muito, ousar bastante e atingir resultados que jamais imaginamos.
E tentando sair do óbvio, eu consegui ousar em uma receita. Minha ousadia foi pequena, mas fico feliz de ter me possibilitado.
Ao fazer um prometido suco natural de abacaxi com hortelã, me vi com uma considerável quantidade de polpa que havia sido coada. Ela não iria para o lixo e eu precisava fazer algo com ela. Mousse? Doce? Geléia? Tudo muito óbvio. Fui olhar meus blogs de receitas favoritos e acabei parando na idéia de torta crumble no cada vez mais amado Technicolor Kitchen. Apesar de a receita não ser de abacaxi…o que me impedia de tentar?
Fiz metade da receita da massa e fiz tudo em forminhas de papel. O recheio foi a polpa deliciosa de abacaxi com hortelã, levemente cozida com um pouco de açúcar, para ficar com uma consistência mais assemelhada a calda.
Ficou excelente e em uma coisa talvez mínima e absurda, abri minha cabeça para pensar, mudar, modificar e buscar algo novo como resultado.
Rita Lee e uma geração intocável
Hoje me deparei com um vídeo da cantora Rita Lee aos berros no palco xingando os policiais que revistavam o público no show. É impossível que eu não me posicione.

Rita, uma veterana da música brasileira, sem dúvida pode ter seus traumas de tempos de ditadura. A repressão policial era intensa, ativa e muitas vezes deixava pessoas desaparecidas. Quem não temeria? A visão da polícia daquele tempo, contudo, não pode ser transposta para os dias de hoje. Aliás, a imagem da polícia até mesmo pelos próprios policiais deve mudar. Eles são os responsáveis pela manutenção da lei, seu devido exercício e tem de fazê-lo com limites. Mas se estão agindo para que a lei seja cumprida e você não gosta, reclame da lei…e não da polícia. Como dizia aquele velho ditado (que eu creio que seja romano), “Não mate o mensageiro”.
Opor-se a uma ação da polícia é correto? Talvez. Depende da situação. Mas sempre se deve levar em consideração como e quando. A meu ver, Rita se equivocou quando reclamou, xingou e ofendeu os policiais que estavam ali a trabalho, tentando mostrar que, enquanto estava no palco e ali era o seu show, a autoridade era ela. Não, ela não é autoridade e não pode mandar a polícia para fora. Não tem este poder e deveria talvez, em “off”, buscar conversar com alguém para saber o porquê daquela ação e se talvez não haveria outra alternativa.
Em meio a palavrões, Rita passou a uma juventude (e alguma velhice, porque não?) a mensagem de que o policial é errado, de que o artista é autoridade e que a repressão não pode ser feita sob nenhuma possibilidade.
Me desculpe, mas com mensagens assim se cria uma geração de intocáveis. Pessoas que não podem ser repreendidas, apesar de errarem. Pessoas que não são punidas, apesar de atitudes contra lei. Não podem ouvir um “não”, pois isso é coisa de “ditadura”. Se metade da energia gasta para protestar contra o “não” fosse direcionada para protestar contra corrupção (nos 3 poderes), abusos de autoridade, abuso de poder, uso indevido da máquina e do dinheiro público, a falta de informações instituída e a falta de educação no país, creio que teríamos um Brasil melhor.
Pela lei, Rita deveria, sim, ter sido presa. Mas ao ser presa se tornou um ícone de resistência a esta geração que não admite ser frustrada. Institucionaliza-se a falta de educação.
Esta é a minha opinião.
(Se você não viu o vídeo, confira abaixo)
Aonde vou? E o que será?
Daí o ano começa a gente se empolga que tem um ano novinho pela frente para pirar. Faz planos e idéias, tem um monte de aspirações e se dá conta que as maiores coisas que acontecem durante o ano são inesperadas. Em janeiro de 2009 eu me formava, mas nem pensava que no mesmo ano me casaria. Em janeiro de 2011 eu não sabia que alguns meses depois eu ingressaria em uma especialização. Enfim, talvez o melhor não apareça em janeiro.
Por isso, neste janeiro eu decidi me jogar aos planos, às vontades. Prometi ser mais honesta comigo para investigar quais são as coisas que quero segurar e quais quero abandonar. Mas, no final das contas…talvez o mais empolgante em todo este ano não esteja nos meus planos.
Ontem fiz um exercício de pensar quais são as coisas mais legais e improváveis que poderiam acontecer neste ano. Posso dizer que me diverti só em pensar!
Me sinto em uma montanha-russa, subindo, subindo…
Como diria a música da Tanlan, “Aonde vou? E o que será?”. Eu não sei, mas estou disposta a pagar o preço pra conferir!
Renovar
Eu sei.
Eu sei.
Eu sei.
Estou devendo um pouquinho de consideração àqueles que realmente gostam de ler algo que escrevo. Acho que qualquer desculpa que eu der será superficial.
Não que eu não tenha mil coisas na cabeça para mostrar. Tenho a linda girlanda de Natal que eu fiz com tela aramada e origami. Tenho os lindíssimos presentes que ganhei dos meus amigos e amado – que não são coisas caras, mas coisas com amor. Tenho as minhas mil reflexões de fim e início de ano.
Mas uma coisa é certa. Parar e refletir sozinha talvez tenha sido melhor. Iniciar o ano mais certa (ou menos certa, cheias de novas incertezas trazidas por novas idéias) seja o melhor para mim, começando um novo ciclo inclusive de coisas a trazer para este blog.
Uma coisa posso dizer: estou mudando meus pensamentos. Estou tentando pensar mais no futuro imediato, deixando os problemas do depois de amanhã para, no máximo, amanhã. Estou tentando deixar a cada dia o seu próprio mal.
Ontem quando fui questionada sobre o meu futuro, respondi “meu futuro a Deus pertence”. E vejo isso com bons olhos. Quero recomeçar minha cabeça e aproveitar o marco temporal que divide os anos para também dividir-me, fazer um ano diferente e buscar as coisas que desejo. Ou até apenas aprender a desejar as coisas novas e certas, “rebooth miself”, repensar naquilo que eu realmente quero fazer e, no final, fazer!
E como um dos meus grandes heróis, Paulo, disse: vou ser transformada pela renovação da minha mente (Romanos 12:2).
Muffins de Banana e Nozes e a Boloterapia
Caros leitores, desculpe minha ausência. Nos últimos dias as coisas tem sido mais corridas do que eu gostaria. Enfim.
Minha semana passada terminou com uma notícia triste. Como minha mãe disse em seu Facebook, nossa espera por um novo bebê na família foi adiada e não tenho mais um sobrinho(a) à caminho. Isso me abalou bastante, mas mantive minha mente fixa naquilo que creio – que Deus sabe bem o que faz e o que permite que aconteça.
Para que a tristeza saísse deste pequeno coração, nada melhor do que fazer um bolo.
E como eu tinha umas bananas na geladeira que já estavam meio passadas, lá fui eu pesquisar receitas de bolo de banana. Procurei nos meus sites já a-ma-dos e encontrei uma receita especial: muffin de banana com avelãs. A Patrícia, do Technicolor Kitchen, passou esta receita em seu blog com uma pequena modificação em relação à receita original: trocou as nozes por avelãs. Eu, que amo nozes, resolvi que seguiria o tradicional e não me arrependi.
Resultado final: um muffin bonitinho, fofinho, gostosinho, especial e que sem dúvida me fez pensar que nenhuma, disse NENHUMA, banana vai pro lixo nesta casa! Elas já tem um delicioso destino.
E pra melhorar ainda mais, o meu excelentíssimo marido teve a idéia de comer o muffin com sorvete, um moranguinho e um pouquinho de calda de chocolate. Ficou DEMAIS! Nada melhor em um dia tão quente como hoje!
Hoje, conversando com a minha (grande, muito grande) sobrinha Pâmela, descobri que ela também é adepta da boloterapia. O bolo dela foi de limão com leite condensado. Imagino que deve ter ficado igualmente uma delícia. Mas quando fui citar o meu, ela achou tudo bom, menos as nozes. Ela prefere a receita versão-Pati, com avelã. Então já viu, vou ter que fazer novamente, desta vez com avelã. Que tristeza…not!
Ressaca pré-feriado
Você corre para que tudo corra bem para o feriado que virá. E depois está duplamente cansado no feriado. E ainda reclama que não conseguiu descansar no feriado. Este é o meu prognóstico.
Sou famosa pela minha grande mania de fazer prognósticos e previsões do que virá baseada na minha igualmente famosa observação das pessoas. Então eu chego hoje na aula, vejo que a maioria está mais cansada além do normal e sei que a única coisa que realmente todos nós temos em comum é este feriado iminente.
Só posso chegar a conclusão de que todos nós estamos ansiosos por este tempinho que poderemos aproveitar para descansar. Eu mesma tenho milhares de planos de ler livros, fazer bolo e dormir bastante – ou seja, um pedaço do céu para mim.
Isso tudo me faz pensar que a expectativa de uma coisa nos deixa ansiosos, e ansiosos, cansamos ao aguardar. Viver com os olhos no futuro nos faz correr em direção às expectativas deste dia que acontecerá e que tudo ficará bem. No dia-a-dia, quando não estamos aguardando nada em especial, caminhamos num ritmo confortável, não cansamos além do normal.
Mas hoje é noite de quinta, estou apenas filosofando.
Uma notícia incrível e amigos especiais
A semana passada foi impressionante. Primeiro porque eu não daria nem 10 centavos pela semana, até a sexta e o sábado.
Primeiro eu recebi na sexta-feira uma daquelas notícias que mudam a vida da gente. Eu estava terminando meu trabalho quando recebi uma ligação do meu irmão me avisando que eu seria tia pela terceira vez! Eu amo ser tia, sou doida pelas minhas sobrinhas e agora vou ter um novo bebê para mimar. Não vejo a hora de ver a barriga da minha cunhada (quase irmã) Fabi crescendo, o neném mexendo, ver a carinha quando nascer, ver dar as primeiras palavras, primeiros dentinhos, primeiros passinhos… Eu já passei por isso duas vezes e amei, a terceira promete ser tão boa quanto!
Mas o mais interessante em toda esta coisa de tia³, é como isso me afetou em cada fase da minha vida de maneira diferente. Quando soube que teria minha primeira sobrinha, a Pâmela, eu tinha apenas 11 anos. Aquilo me mudou significativamente…apesar o ciúmes normal de não ser mais o “bebê da casa”, cada coisinha dela me deixava muito feliz. Eu amava ver ela rindo das coisas que eu fazia, amava ver ela crescendo, amava ver que nos crescíamos juntas.
Quando a Yasmin nasceu, minha segunda sobrinha, eu já tinha 14 anos. Estava enfrentando os conflitos da adolescência, mas conseguia ver com um pouco mais de maturidade toda a função de ser tia. Eu passava horas vendo aquele bebê lindo pegando os meus dedos, brincando com meu colar, puxando meu cabelo! Eu estava mais uma vez encantada com cada detalhe do desenvolvimento dela e tive a possibilidade de cuidar melhor, com mais responsabilidades.
Agora, meu novo sobrinho ou sobrinha nascerá quando eu já tiver completado 26 anos. Eu estou curtindo cada pequeno detalhe desta gravidez com todo o amor, com mais conhecimento dos detalhes da gestação e feliz da vida de poder acompanhar este novo desenvolvimento. Ontem eu estava toda feliz por receber por email as imagens da primeira ecografia…meu pequeno sobrinho-feijão (apelido carinhoso que eu dei para aquele minúsculo ser de 0,27 cm) tem batimentos cardíacos e está bem acomodado no útero da mamãe. Eu consegui ver beleza naquela coisinha mínima!
Como se uma notícia linda destas não bastasse, eu recebi um vídeo muito especial dos meus amigos no sábado pela madrugada. Meus companheiros de podcast Vinícius Schiavini e Tiago Andrade haviam, como sempre, se reunido com alguns de nossos amigos em um bar em São Paulo. Desta vez, contudo, uma presença ilustre marcava o encontro: o Cão que Atenta! Ele é da Bahia, mas em uma passagem por São Paulo não hesitou e foi até lá. Eu, aqui nesta pequena Província sulista, sempre estou com eles em coração…mas em corpo, nunca – não é nada barato uma passagem de avião Porto Alegre – São Paulo.
Mais uma vez, para demonstrar que estou mesmo lá em coração, meus queridos amigos gravaram um vídeo para mim.
Da outra vez, recebi um vídeo do casamento do meu amigão Rafa Pepe em seu casório. Agora, foi o Cão. E o Bruno Urbanavicius, não posso esquecer…ehehehe. Me sinto muito, muito, muito especial e amada pelos meu amigos queridos!
Enfim, posso dizer…estou feliz!
Devagar
Nem tudo segue o ritmo que eu gostaria. Ultimamente, parece que tudo o que eu desejo que aconteça, demora para acontecer. Quase como se tudo andasse em ritmo normal, exceto exatamente o que eu quero.
Aprendi que as vezes a demora pode ser algo bom, mas realmente conseguir a paciência necessária para ser o combustível em tudo isto é confuso e complicado. Quero o resultado, a espera é quase que uma barreira.
E sabe o que é pior de tudo isto? É que tenho medo de desconfiar, não acreditar quando finalmente acontecer.
Há uma coisa na minha vida que está passando por isso. Eu pedi algo por anos, aguardei, confiei em Deus e agora que está finalmente acontecendo, minha cabeça não consegue assimilar e eu morro de medo de que não seja de fato o que tanto pedi.
Quando me formei, lembro de me olhar, vestida com a toga, na frente do espelho, aguardando que dessem o últimos retoques e pensando que não podia ser verdade. Quando me casei, me olhei no espelho vestida de noiva e pensei que isto não poderia ser verdade. Ambas as coisas demoraram para acontecer e me exgiram tempo e paciência. Para a formatura, me custou cinco anos de estudo intenso e uma quantidade de dinheiro enorme que até hoje eu não entendo como consegui, de fato, pagar. Para o casamento, foram nove anos de namoro em que nem tudo foi rosas, mas deu trabalho, por muitas vezes foi lavado por lágrimas, algumas vestido de alegria.
Agora aguardo o meu apartamento, comprado em 2008 na planta, seja entregue. O prazo era para novembro, mas não creio que vão finalizar até o final do mês. Sei que vai ser dificil de acreditar quando me informarem a data de entrega.
Aguardo algumas respostas em relação à minha monografia, meu cruso de especialização, o mestrado que pretendo fazer no futuro, minhas expectativas profissionais, conquistas pessoais. Isso tudo demora e algumas vezes talvez eu tenha de dar passos de formiguinha – pequenos, mas firmes – para este futuro que pretendo alcançar. Ou mudar todo o caminho, dependendo do que acontecer.
Por enquanto, tenho que esperar. E como demora…
No que eu acredito
Eu sou uma pessoa qualquer deste mundo que acredita que um Deus, o Deus único criou o universo. Este mesmo Deus, que é único, é três – eu não entendo isto, assim como não entendo acordes. Os dois conceitos em que três são um para mim são confusos…eu toco flauta transversa, por isso vou com uma nota de cada vez. Mas eu acredito, eu vejo que é assim mesmo.
Eu acredito que mesmo diante de todo o mal, este Deus me ama. Eu acredito que queremos ter a nossa própria vida, ser donos dos nossos próprios narizes, e que quando algo dá errado, questionamos este Deus. Mas também acho que se estamos no comando das nossas vidas, não há ninguém a quem devemos questionar a não ser a nós mesmos. Se Ele está no comando, aí sim. Mas dificilmente ele está, isso por nossa causa.
Eu acredito que nós, seres humanos, naturalmente vamos para o lado oposto deste Deus. Somos egoístas, arrogantes, autoconfiantes demais. Acredito que só um ser humano poderia reverter isso. Mas se todo mundo é mau, só Deus. Então Deus mandou um ser humano que também era Deus e mostrou que há um caminho alternativo, uma maneira de saírmos da natureza da humanidade, que só faz porcaria. Ele, aliás, disse ser o próprio caminho, a vida e a verdade.
Eu acredito que este homem, ser humano e Deus ao mesmo tempo era aquele esperado, o Ungido, ou Cristo, se você prefere o grego.
Eu acredito que diversas pessoas viveram uma vida como amigos deste Deus, alguns escreverem algumas coisas e estes texto fazem parte de uma compilação de livros que mostram exatamente a doidura de viver confiando e amando este Deus.
Eu acredito que isto tudo não é uma religião, em que você tem de fazer um série de coisas, cumprir tarefas e está OK. Eu acredito que este Deus não tem uma tabela para marcar toda vez que faço uma coisa boa, nem quantas vezes vou em uma igreja. Acredito que Ele não quer que eu tente ser aguém bom, porque seria como um macaco tentar se transformar em professor de linguística. Creio que ele quer apenas fazer uma reforma em mim para que através da ação dele eu seja esta pessoa. Então quanto mais eu tento, mais eu assumo as rédeas de fazer o trabalho dele.
Acredito que eu tenho de ouvir, obedecer e confiar. Que esta vida com ele é orgânica, não mecânica, simples, fácil, doce e cheia de amor. Creio que não é fácil, mas que a cada dia eu dou um passo com Ele.



A imperfeita face, refletida no espelho. Uma versão que sorri sempre, expressa com cautela, escreve intrépida mas que nem sempre é a original, entenda. Alguém que quer se expressar, mas sem ofender...mesmo a quem não ama. Buscando compartilhar o dia-a-dia - ou não! ;)