#1704 – ‘rocketman’, Elton John

Comecei a rever Californication. Vi o piloto ontem.

Ignoremos a quantidade de seios que o episódio aparece, ainda mais de Madeline Zima, essa moça linda.

 

Meu Deus, como ela é linda.

Mas a questão é que não só David Duchovny tá mandando bem, mas Hank Moody é um personagem completo de cara. Complexo, cansado, rabugento… e ainda encarando a deturpação de sua maior obra e a perda do amor de sua vida.

Nunca me vi tanto num personagem como este.

#1703 – ‘falling to pieces’, Faith no More

Perspectiva, algo engraçado.

Cinco anos atrás, uma escola me procurou para eu ir trabalhar lá. Basicamente, eu ganha X na Aliança (onde comecei em 2010 e estou até hoje), e lá eu ganharia 4X por um período fixo de 17-22 de semana e 8-12 de sábado.

Depois, chegaram a falar em 8X pra também trabalhar de manhã, mas isso morreu logo.

Ok. Vou já colocar que, sob orientação de Shaiala, toda vez que eu falava em CONTRATO, os diretores sumiam. No primeiro sábado, quiseram me dar uma aula pro sábado a tarde.

Mas o mais engraçado era: eu não tinha aulas.

Terminei um livro e TODOS os episódios de séries que eu tinha pendentes. Em duas semanas, eu tive uma ou duas aulas no máximo. E ficava com aquele tempo ocioso absurdo, que comecei a usar fazendo outras coisas.

Outro dia vi a fachada dessa escola de novo. Ainda está lá, e ainda deve ter professor lá lutando pra ver se tem aula e se é pago.

Mas professor de inglês é tratado assim por muitas escolas, viu.

#1702 – ‘this is the day’, The The

Ouvindo essa música hoje, lembrei da primeira vez que a ouvi.

Eu já era adolescente, e uma moça que eu gostava dizia que amava essa banda.  Eu já havia colocado que gostava dela, e ela dizia que não queria nada.

Até um dia em que eu fui à casa dela, aí ela estava lá, toda feliz, e pôs o CD do The The pra tocar.

Sério, CD do The The.

Quando olho, EITA, a moça está nua.

=)

E foi assim que conheci a música chamada ESTE É O DIA.

#1701 – ‘cut here’, The Cure

Então que hoje surgiu uma ideia para um projeto. Uma ideia baseada em um filme que fiz em 1999, mas expandindo.

Tenho lido tanto sobre o Stephen King, que é um cara que invejo pelo volume de produção literária, que a ideia brotou com cinco capítulos já prontos, e subitamente já sei o caminho pro qual devo seguir na história.

Que saudades eu tinha disso!

Tem uma prostituta, tem um ritual satânico, tem adolescentes sendo estripados… e nada disso importa tanto, na verdade.

#1700 – ‘harvest moon’, Neil Young

Quando eu morrer, será sozinho. Largado, caído ali no cantinho, esperando alguém dar falta e achar.

Quando eu morrer, não terei ninguém. Fingirei estar bem, até isso não mais importar.

Quando eu morrer, faça troça e faça piada. Lembre de algo besta que fiz em alguma história passada.

Quando eu morrer, celebre o quanto puder. Cante com os braços para cima, dance sem ritmo, ou o que quiser.

Quando eu morrer, siga a sua crença. Respeite a minha, ore por quem quer que me amar, mesmo se achar que isso não fará diferença.

Quando eu morrer, não se arrependa. Não pense o que poderia ter feito de diferente. Eu precisei de apoio, de companhia, de força e de alegria. Só peço que entenda que tentei sempre seguir em frente.

Quando eu morrer, não me classifique por projetos. Os meus caminhos sempre foram mais claros e diretos.

Quando eu morrer, não lembre de tudo que te contei. Tente conhecer e compreender o que eu fiz e nunca assuntei. Pergunte quem eu fui como pessoa. Se minha persona, em qualquer julgamento, era boa.

Quando eu morrer,

por favor,

não morra junto.

 

Vão terminar de esquecer de mim

e você será o assunto.

#1699 – ‘take a walk on the wild side’, Lou Reed

Vou nem falar que estou devendo posts aqui. Eu esqueci de colocar na lista de tarefas, e aí esqueci de postar.

Estou terminando de organizar tudo ao meu redor, e faltam os blogs. Este já está organizado, mas tenho de blogar, não é mesmo?

Ouvindo alguns podcasts semana passada, pensei em fazer um sobre minhas técnicas de organização. Interessante?

É julho, o inverno pega, e logo encerro algumas coisas em minha vida. Incluindo ser Ministro. É estranho isso.

Tento, então, ser hippie. É mais legal.

#1698 – Dimensão Nova #443

Ufa. Semana Santa acabou.

E aí você lê e pensa “Mas é tão puxado assim?”. Eu vou descrever, e você avalia.

Vamos desconsiderar que um dia antes do Domingo de Ramos eu não só servi na Missa como também cantei no Bingo…

Domingo de Ramos teve um lance diferente: fui o Narrador na Paixão de Cristo.  É tenso narrar que Jesus morreu. A mão tremia, mas a voz não me falhou. Ufa.

Segunda, Terça e Quarta eu não apareci, apesar de eventos nos dias. Porque eu precisava me preparar.

Quinta já começou que tive de contar, uma a uma, as partículas pra consagração, pra comunhão. Uma a uma. Mas, no caso, o que pesou foi tocar a matraca. A matraca tem um som pesado, que é como dizendo ALO GALERA JESUS TÁ INDO MORRER FIQUEM TRISTES. E as pessoas ficam tristes e te odeiam. Sério, as pessoas te odeiam. E aí espera o pessoal rezar um pouco pra poder fechar e ir pra casa. Acredite: cheguei em casa 23h.

Sexta não é feriado, não. Tem Adoração de manhã, aí a Celebração da Cruz às 15h (lembrando que Ministro deve chegar uma hora antes) e organizar tudo. Pra ter ideia, a Procissão era às 19h, e houve Ministro que achou mais fácil ficar direto, tomando café por lá. Eu pude ainda ir pra casa colocar tênis, mas estava morto depois do fim da Procissão. E ainda tivemos de arrumar tudo pro Sábado.

No Sábado, a Missa era só às 19h, mas eu tive de ir a tarde pra talhar o círio. Círio é aquela vela grande que é acesa no Sábado de Aleluia, mas é necessário cavar pavio, deixar ele pronto pro suporte. Então fui a tarde pra deixar tudo isso prontinho, e a noite fui pra Missa. E aí, como eu estava responsável pelo Círio, tinha de garantir que tudo ia bem com ele durante a Missa toda. E é uma Missa longa (um dia preciso explicar essa Missa, é importante).

Isso que nem comecei a falar das pessoas.

Quando tudo isso termina, a feijoada da minha mãe é uma recompensa e tanto. =)

 

 

 

Boa Páscoa em nossas vidas.

#1697 – 13 Reasons Why 1×13

É um pensamento fácil: se eu sumisse, alguém notaria? Faria diferença?

A verdade é que sim. Todos nós fazemos diferença. Todos nós significamos algo pra alguém e seria ilusão convencer-se do contrário.

Mas as pessoas, na verdade, sempre estão tentando nos convencer do contrário. Eu, sempre me questionando, tenho de tomar cuidado. Todos temos.

#1696 – Comix Zone OST

Estou empolgado.

Quando eu assistia Mtv, claro que curtia muita coisa, mas o que eu realmente admirava era a linha alternativa. Iniciando pelo Lado B, depois curtindo o Clássicos e o Mondo Massari. E essa linha toda era encabeçada pelo Reverendo Fábio Massari, com ajudas de pessoas como Kid Vinil. Mas o Reverendo era o lance.

Em uma época sem internet, e Massari lia revistas importadas de música e buscava conhecer coisas novas. O programa Mondo Massari tinha coisas de vários países, como uma continuação do Lado B.

Junte isso ao programa de rádio Garagem, que tinha um “desafio” entre os três apresentadores de sempre trazer algo novo…

Eu conheci tanto os apresentadores do Garagem como Kid Vinil e Fábio Massari, e pude dizer pra eles o quanto eu era nerd de música. O mais legal foi quando eu disse pro Massari que queria ser que nem ele.

“- Por favor, não faça isso. Seja uma pessoa normal.

– ih… tarde demais.”

Baita pessoas, referências até hoje. E isso me fez criar um projeto novo.

Pois é, mais um. hehehehe

Tarde demais.

#1695 – editando Sob o Capuz

Crowdfunding e crowdsourcing, duas palavras que logo se tornarão palavrões.

Crowdfunding é quando alguém cria um projeto pedindo apoio para que aquele projeto saia do papel. Um gibi, um disco, alguma coisa. Você contribui e, se atingido o ponto calculado, o projeto sai. O gibi é publicado, o disco é gravado e lançado… e quem contribuiu recebe algo. Crowdsourcing é um financiamento contínuo para um projeto contínuo, como publicação de gibis, vídeos ou qualquer coisa do tipo. A contribuição é mensal, por exemplo.

O problema é que, enquanto há projetos como os do Cadu Simões (em funding) e a própria Kombo (em sourcing), existem os ruins.

Crowdsourcing já é complicado porque é algo contínuo, e já vi podcasts não cumprindo o prometido, como “lançaremos dois episódios por mês”.

Mas crowdfunding tem sido pior.

Uma youtuber/compositora chamada Chell conquistou público com suas músicas  e por mostrar seu cotidiano com sua namorada. Legal. Aí lançou campanha de crowdfunding para produzir seu primeiro EP. “Dando um tantinho daí a gente junta um montão e faz vivo esse EP!”, diz a campanha, indicando que, sem as contribuições, o EP não “ganharia vida”. Mas aí ela publica foto em Roma com a namorada e uma fã publica que deixou de comer e até pediu dinheiro emprestado para a avó para contribuir pro EP, e agora se sentia enganada.

A Chell tem direito de viajar? Claro que tem. Mas, considerando que a campanha dava a entender que ela precisava de dinheiro pro EP, não seria melhor reavaliar as prioridades? Para se justificar, Chell disse que fez a campanha de crowdfunding para que os fãs pudessem participar – dando a entender que bancaria o EP de qualquer maneira. Então… pra quê o crowdfunding? Se lançar e anunciar no seu canal, os fãs vão comprar, e o dinheiro de uma contribuição poderia ir para outro projeto.

E nisso eu fico me perguntando se as pessoas estão ENTENDENDO as questões do crowdfunding. Já falei dele aqui e reforço que é um contrato, e deve ser cumprido. Já relatei que um livro que contribuí eu recebi depois de pessoas comprarem – e recebi escárnio quando reclamei. Um gibi que deveria sair em NOVEMBRO ainda não saiu da gráfica. E estamos em Março. Cheguei a conversar com o Catarse para retirar minha contribuição.

Sinto-me lesado e enganado. E entendo a guria que sentiu o mesmo sobre a Chell. E o duro é que projetos sérios são desconsiderados por conta desses.